quinta-feira, 21 de março de 2013

Ódio à liberdade em nome da justiça e da igualdade. Ou: É a liberdade que define a democracia, não a justiça e a igualdade. Ou ainda: Existem bons linchadores?


A comissão tem de ser presidida por Jean Wyllys (PSOL-RJ); ele, sim, sabe tudo sobre liberdade e tolerância”.

Blog do Por Reinaldo Azevedo


Parece que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) está por um fio na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Agora não são apenas alguns deputados de esquerda e sua entusiasmada tropa de choque, além da quase unanimidade da imprensa, a pressionar por sua renúncia. Consta que também o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), homem, como se sabe, de biografia incontroversa, a tirar uma casquinha da unanimidade das minorias que passa por maioria. Também ele quer a saída de Feliciano, e isso certamente ajudará a lavar o seu currículo. Decidiu entrar também na malhação de Judas e ser um dos “caras do bem”. Adiante.
O que o deputado pastor, cujas ideias podemos repudiar — e eu repudio algumas —, tem a ver com a liberdade de pensamento, de expressão e de representação? Alguns responderão de imediato: “Nada! Ele tem de sair de lá. Aquela comissão tem de ser presidida por Jean Wyllys (PSOL-RJ); ele, sim, sabe tudo sobre liberdade e tolerância”. É uma forma de ver o mundo. Eu, que discordo da prática política e das ideias tanto de Wyllys como de Feliciano, continuo fiel à máxima de que a liberdade é e será sempre a liberdade de quem discorda de nós. A liberdade que só se exerce entre iguais é ditadura do consenso — e, por ditadura que é, esse consenso é necessariamente falso.
No que concerne à liberdade de expressão e de pensamento e ao livre trânsito das ideias, dois mundos estão em conflito: um é antigo e bom; o outro é novo é ruim. Não há uma regra nessas coisas. Costumo dizer que nem tudo o que é contemporâneo é “moderno”. Esse adjetivo tem um amplíssimo espectro. Eu lhe dou um acento particular, tratando-o como sinônimo de inovador e capaz de tornar realidade nossas melhores potencialidades. Da mesma sorte há novidades que implicam retrocessos; há contemporaneidades que nos puxam para trás. Pausa para falar de um seminário e para dar relevo a uma fala que nos remete àquele mundo antigo, “moderno” e bom (nesse particular), em contraste com um outro, novo, reacionário e ruim.
Na manhã desta quarta, realizou-se no Rio o painel “Liberdade de Expressão Global”. Foi promovido pela Universidade Columbia, de Nova York, e pela ONG Instituto Palavra Aberta. A Columbia decidiu abrir no Rio um de seus centros de pesquisa. Estavam presentes o ex-ministro do STF Ayres Britto e jornalistas que comandam importantes redações no país.
Lee C. Bollinger, presidente da Columbia, um estudioso das implicações práticas da Primeira Emenda da Constituição dos EUA — aquela que proíbe o Congresso até mesmo de legislar sobre liberdade de expressão —, fez uma afirmação importantíssima:
“O país [os EUA], liderado pela Suprema Corte, se deu conta de que, numa democracia, é preciso proteger fortemente a liberdade de expressão e de imprensa. E isso significa proteger inclusive os discursos falsos, discursos perigosos, que advogam a violência, que zombam, criticam ou mesmo dizem coisas falsas sobre servidores públicos. O escopo da liberdade de expressão deve ser tão amplo que todos se sintam seguros quando se manifestam publicamente sobre temas públicos.”
Pois é… Essa é a fala que pertence a um mundo antigo, moderno e bom. A liberdade de pensamento e de expressão não existe apenas para as pessoas com cujos valores comungamos. Em certa medida, dá-se justamente o contrário: seus limites só são testados quando aquilo que repudiamos vem à tona. E há, obviamente, uma diferença entre o repúdio à expressão de uma determinada ideia e a censura, entre a contestação viva do que diz o outro e a intimidação e a violência para impedi-lo de dizer. “Então pode tudo?” Não! As democracias necessariamente têm salvaguardas para desagravar a honra dos que são eventualmente ofendidos e para punir os que injuriam, caluniam e difamam. A censura não é um desses instrumentos porque ela não pertence à ordem democrática.
“O pastor não tem nada com essa história; cuida-se aí da imprensa, Reinaldo, é outro assunto!” Não é, não! Aliás,  ele tem mais a ver com o caso do que o jornalismo. A razão é simples: tem um mandato popular e representa um grupo de eleitores. Em tese ao menos, eles concordam com o seu pensamento, como os de Jean Wyllys com os do seu representante.
No mundo antigo, moderno e bom, distingue-se a palavra da ação, o pesamento do incitamento ao ódio, a discordância da sabotagem. No mundo contemporâneo, velho e ruim, um determinado grupo de ideias, que implicam necessariamente valores ideológicos, é tomado como medida de progresso e sinônimo do bem, do belo e do justo. Ou se está, logo à partida, em consonância com esses valores, ou os indivíduos perdem o direito de se expressar no mundo dos vivos.
A própria imprensa, com raras exceções, tem sido cúmplice dessa novidade antimoderna, dessa contemporaneidade reacionária. Entrega-se de forma desabrida, por exemplo, à demonização do pastor Feliciano (ele foi alvo de uma campanha, pasme-se, homofóbica e racista nas redes sociais porque alisa o cabelo meio carapinha, e isso foi tratado em tom de galhofa!), certa de que ele representa as hostes do atraso, em confronto com os vanguardistas do bem.
Ocorre que os vanguardistas do bem, nesse caso, querem é eliminá-lo do jogo e não vencê-lo no confronto de ideias e de valores. Para tanto, mobilizam-se na base mesmo da tropa de choque. Nesta quarta, mais uma vez, a sessão da Comissão teve de ser suspensa. Bastam 30 ou 40 pessoas gritando para tornar inviável qualquer trabalho. E se os que pensam o contrário decidirem também mobilizar a sua turma?
A rigor, isso aconteceu, e se gritou: “Escândalo!”. Um vídeo produzido por aliados de Feliciano acusa seus desafetos, seleciona pronunciamentos polêmicos de deputados que pedem a sua cabeça, aponta uma espécie de marcha contra os valores da família etc. e tal. Algumas falas de parlamentares, selecionadas e descoladas do contexto, podem parecer mais graves do que são. Mas pergunto: fez-se coisa muito diferente com o pastor? Aquele tuíte em que ele teria praticado racismo, por exemplo, foi devidamente contextualizado? Não se tentou atribuir ali a um textinho infeliz um peso que obviamente não tem? Da mesma sorte, indago: ser contrário ao casamento gay é necessariamente expressão de “homofobia”? Em que mundo?
Se os valores da liberdade de expressão valem para a imprensa, como quer Lee C. Bollinger, tanto mais devem valer para um parlamentar. Além de ter assegurados os direitos constitucionais que assistem a todo indivíduo, ele tem a força da representação e a imunidade legal para dizer o que pensa. Em que ordem de coisas, em que dimensão metafísica, em que instância superior da verdade está escrito que o presidente de uma comissão, mesmo chamada de “Direitos Humanos e Minorias”, tem de concordar com a pauta deste ou daquele grupo?
A IMPRENSA, COM RARAS EXCEÇÕES, ERRA DE FORMA ABSURDA NESSE CASO. PÕE UMA CORDA NO PRÓPRIO PESCOÇO. Quem disse que, amanhã, outras minorias fantasiadas de maiorias que são donas do consenso não podem voltar suas baterias contra o próprio jornalismo? Por que não? Os detratores da liberdade de imprensa estão em toda parte. Nós, os jornalistas, estamos cansados de explicar a pais dos coleguinhas de nossos filhos, naquelas agradáveis festas de bufê infantil, que a gente publica tudo o que sabe, desde que devidamente apurado, que não ficamos amoitando informações, que não conspiramos pelos cantos etc. Ainda que os detratores da liberdade de imprensa tenham avançado muito menos do que gostariam, já foram mais longe do que deveriam em seu trabalho de difamação do jornalismo.
Eu insisto num aspecto, que fazem questão de ignorar em nome da defesa da “justiça”: há uma grande, uma gigantesca! diferença entre combater o que pensa Feliciano e submetê-lo a verdadeiras milícias. O assédio não se limita ao Congresso. Estão fazendo manifestações em frente aos templos de sua denominação religiosa. Impedem ou perturbam o culto, mas asseguram: “Não é preconceito!”. Não é? Em um dos vídeos, um grupo grita “saravá, saravá…” Pergunta óbvia: se um grupo de evangélicos interromper um culto num  terreiro de umbanda ou candomblé, será ou não acusado de intolerância religiosa?
A liberdade existe também para os que pensam de modo diferente; a liberdade existe também para os que achamos poucos inteligentes; a liberdade existe também para aqueles que não julgamos à altura de determinados desafios. E existe a liberdade para que nos manifestemos contra eles, mas dentro do escopo democrático, e o que está em curso há muito rompeu a linha do razoável (ou “rasoavel”, segundo a língua mercadante).
No país de Lee C. Bollinger, o presidente da Universidade Columbia, autor daquela frase iluminada sobre liberdade, um grupo de celerados, pertencentes a uma igreja que reúne meia dúzia de iguais, costumava comparecer a velórios de soldados mortos no Afeganistão e no Iraque para agradecer a Deus pelo ocorrido. Abriam cartazes com dizeres dessa natureza. Sabem por quê? Segundo eles, a morte desses soldados era uma punição divina por causa da tolerância dos EUA com a homossexualidade. Formam um bando de malucos, de celerados, de asquerosos? Acho que sim! Um dos pais das vítimas recorreu à Justiça contra os doidos. Decisão: a Primeira Emenda impede que se coíbam manifestações dessa natureza, por mais alopradas que sejam.
Feliz é o país que tem uma Justiça que pensa assim. Não porque se possa, ainda que remotamente, concordar com o mérito, mas porque o estado que se nega a censurar esse tipo de coisa — e que, na verdade, garante o direito à manifestação — também se impede de estabelecer verdades oficiais, que não podem ser questionadas pelos cidadãos.
A liberdade não é um adorno de luxo ou um mero adereço do regime democrático. Constitui a sua essência — atenção para isto! —, mais ainda do que a Justiça ou a igualdade. Não costuma acontecer, mas, em tese, do ponto de vista das ideias puras, um estado ditatorial também pode praticar justiça social e garantir a igualdade. Nuca se viu na história da humanidade, mas não há uma incompatibilidade de essências. Já a liberdade, meus caros, esta é incompatível com as ditaduras; esta só existe nas democracias. É assim faz tempo. O rei filósofo de Platão era justo, mas não democrático…
Opere-se, então, com a lógica elementar: se democracias e ditaduras, em princípio ao menos, podem conviver com a justiça e com a igualdade e se a liberdade só é possível no regime democrático, é a liberdade, e não a justiça e a igualdade, que define a democracia.  Até porque, com ela, podemos reivindicar e alcançar as outras duas. Já os regimes autoritários, como é sabido, costumam oferecer uma troca indecente: em nome da suposta igualdade e justiça (quase sempre ilusórias), exigem que lhes doemos a nossa liberdade.
Se a lógica da reparação de injustiças históricas e do direito das ditas minorais não consegue conviver com a diferença e com a liberdade de expressão, então estamos diante de uma forma particularmente perversa de ditadura. E não! Eu não concordo com o que pensa Feliciano, como todo mundo sabe. Mas eu concordo com o seu direito de dizer o que pensa: na sua Igreja, no Parlamento, na comissão, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé.
Observo como arremate que o fato de alguém, exercendo a democracia, dizer coisas que deploro não me faz aderir a suas tolices porque, afinal de contas, nascidas da democracia. Da mesma sorte, o fato de autoritários dizerem coisas com as quais concorde não me faz aderir ao autoritarismo virtuoso.
É precioso tomar cuidado com o entusiasmo dos bons linchadores.

PERNAMBUCO: Novos prefeitos com poucos resultados positivos em 3 meses

Próximo dos primeiros 90 dias da gestão, pouca coisa foi feita.

ESSA CONVERSA NÃO COLA MAIS

Nas eleições 2012 ocorreu um alto índice de renovação nas prefeituras do estado de pernambuco, a principal delas na capital, Recife. Há quase três meses das novas administrações os resultados em politicas públicas para a população foram as mínimas. Nas cidades da região metropolitana, os novatos que não foram sucessores, ainda estão procurando aprender a gerenciar a cidade, uma boa parte sem rumo nas ações.  No agreste e sertão o efeito ainda é pior, existem prefeitos que não estão conseguindo manter o que foi feito de positivo pelos seus antecessores, cortaram despesas, segundo os mesmos umas desnecessárias outras por falta de dinheiro, intensificam a cobrança de tributos, a velha história do cofre vazio, que não cola mais, pois qualquer cidadão hoje, pode saber quanto em verbas são repassadas paras os municípios.  Fazendo um resumo geral nesses primeiros 90 dias os eleitores que elegeram seus candidatos como sendo a melhor aposta, já estão eles próprios decepcionados. Podemos concluir que muitos novos prefeitos não serão bons cabos eleitorais para seus candidatos nas eleições de 2014, se manterem a desaprovação popular nesse índice de crescimento.

Cuidado com os números. E os companheiros


 Deve tomar cuidado a presidente Dilma. A mais recente pesquisa do Ibope/CNI alcança índices jamais conquistados por seus antecessores, já que nos tempos de Getúlio Vargas não se faziam pesquisas. Pode reacender velhas invejas um governo considerado ótimo ou bom por 63% dos consultados, e uma presidente com 79% de apoio ao seu modo de governar.
Não se fala do Lula, de Fernando Henrique, de Fernando Collor e de José Sarney. Eles terão, no máximo, engolido em seco diante desses números que jamais registraram em seus governos.
Fala-se dos companheiros. Daqueles que imaginaram transformar o governo Dilma num condomínio, pretendendo ditar-lhe métodos, comportamentos e interesses. Com o crescimento da popularidade da presidente, sentem cada vez mais distante a hipótese de mandar nela. Para que, então, sofrerem mais quatro anos de chuva, sol e sereno? Melhor será sabotá-la, criar-lhe dificuldades e substituí-la.

E-mail: suspeita de conluio dentro do Supremo Tribunal


 A crítica feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (foto abaixo), ao "conluio" de juízes e advogados ocorre dias depois de uma troca de e-mails ter provocado constrangimento entre juízes federais e ter levantado desconfiança sobre uma decisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A suspeita era de favorecimento à filha do conselheiro Tourinho Neto, que ocupa a vaga no órgão dos juízes federais, a partir de uma decisão tomada pelo conselheiro Jorge Hélio, indicado pela advocacia.
Foi durante uma discussão com Tourinho Neto, em sessão do conselho na terça-feira, que Barbosa citou o "conluio" entre magistrados e advogados e que disse haver "muito juiz para botar para fora". O presidente do STF também comanda o CNJ.  (O Estado de S.Paulo -Felipe Recondo)

Arte da guerra chinesa para fazer Eduardo desistir

 A estratégia do marqueteiro João Santana, responsável pelos pronunciamentos da presidente Dilma Rousseff, é construir uma vantagem estratégica tamanha até junho de 2014 que isole os adversários. Quem revela éLuiz Carlos Azedo, na sua coluna Brasília DF. Diz ele que o alvo prioritário é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O objetivo ainda é fazê-lo desistir da candidatura, como recomendaria o mitológico general chinês Sun Tzu (A Arte da Guerra).

''A oposição à presidente Dilma Rousseff está sendo empurada para o gueto eleitoral. A avaliação positiva do governo só cresce desde setembro de 2011. De lá para cá, a aprovação da gestão Dilma aumentou 12 pontos percentuais (de 51% para 63%). No mesmo período, a avaliação regular baixou de 34% para 29%. O terreno favorável à oposição encolhe cada vez mais: a avaliação “ruim/péssima” caiu de 11% para 7%.''

Eduardo e Serra tiveram encontro sigiloso em SP


 O governador Eduardo Campos e o ex-governador José Serra tiveram um encontro secreto em São Paulo. Quem informa é a colunista Eliane Cantanhêde, hoje, na Folha de S. Paulo. ''E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra. Em política, nada é impossível'', lembra Eliane. A colunista fala na posição sólida que a presidente Dilma Rousseff vem mantendo nas pesquisas.
''Enquanto Campos tenta se viabilizar e Aécio debate tecnicamente o esfarelamento da Petrobras, a agenda de Dilma é concreta e simbólica, ao mesmo tempo: foto e sorrisos com Francisco, o papa 'dos pobres'; redução na conta de luz e no preço do prato que vai à mesa dos brasileiros todo santo dia; pesquisas que demonstram força e sossegam aliados afoitos; ministérios para os partidos; muitas viagens ao Nordeste.''
Mas a jornalista acena com o que se pode qualificar de uma possível pedra no caminho da favorita:
''Essa estratégia, aliada à imagem de mulher firme, mantém a presidente como favorita. Não evita, porém, a ameaça do segundo turno, que é sempre uma pedreira - e custa caro. A ameaça é bastante real, com Aécio prometendo grande votação em Minas, Campos abrindo uma cunha no Nordeste, Marina acolhendo os 'sonháticos' e Gabeira embalando o voto 'cult', sem falar que Chico Alencar (PSOL) pode criar uma opção para o que resta da esquerda pura.''
E é aí, dizemos nós, que entra a arrumação que Eduardo tenta fazer noite e dia, articulando, negociando com um e com outro, de norte a sul, justamente com aquele objetivo, levar tudo para o segundo turno. Ele como um dos protagonistas, tentando limitar Dilma a apenas um mandato, defenestrando a presidente do lugar no qual está sentada, e do qual não lhe passa pela cabeça sair antes de 2018.

Ex-prefeito que sofreu infarto passa bem


É estável o quadro de saúde do ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota(PSB), que sofreu um infarto, ontem, motivando o governador Eduardo Campos a cancelar sua ida, hoje, ao Pajeú para inaugurar uma fábrica de cimento.
Atendido na emergência do Hospital Português, Patriota recebeu os primeiros atendimentos e depois foi transferido para o hospital Pelópidas Silveira, onde se submeteu a uma angioplastia e um cateterismo. 'Ele está muito bem', disse, há pouco, Cecília Patriota, sua esposa.

quarta-feira, 20 de março de 2013

FBI tem novo procurado entre dez mais; veja lista completa


Ernesto Rivera Gracias entrou na lista em substituição à Joe Luis Saenz, que foi capturado em novembro.


Trecho do pôster de Edwin Ernesto Rivera Gracias, que foi incluído na lista dos 10 mais procurados pelo FBI em março de 2013

Trecho do pôster de Edwin Ernesto Rivera Gracias: ele é procurado por assassinato e por envolvimento com uma gangue

São Paulo – O FBI tem um novo procurado na lista dos 10 mais. Edwin Ernesto Rivera Gracias foi acrescentado pelo FBI à lista dos dez mais procurados no começo do mês, em substituição a Joe Luis Saenz, que foi capturado em novembro de 2012. Rivera é procurado pelo assassinato de uma pessoa de 69 anos no Colorado e por fazer parte de uma gangue.

O FBI oferece uma recompensa de 100.000 dólares para informações que levem à captura de Rivera. O FBI acredita que Rivera faça parte da gangue MS-13 – considerada uma das mais violentas dos Estados Unidos.

Para o FBI, elevar Rivera à categoria dos 10 mais procurados manda uma mensagem: de que não importa onde o fugitivo esteja, o FBI irá encontrá-lo.

O assassinato pelo qual ele é procurado ocorreu em agosto de 2011. A vítima era conhecida da família da namorada de Rivera. O assassinato foi considerado cruel – a vítima foi espancada e sufocada – e as investigações logo visaram Rivera, seus cúmplices e sua namorada.

Acredita-se que Rivera pode estar em El Salvador.

Veja o vídeo do FBI sobre Rivera:

Deputados pedirão investigação contra Feliciano por vídeo


O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (20) que vai entrar ainda hoje com uma representação criminal contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que, segundo ele, conduz uma "campanha difamatória" contra opositores.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) e o deputado Domingos Dutra (PT-MA), ex-presidentes da comissão, também vão assinar a ação.

Deputado Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara; ele vem sofrendo pressão de grupos socias para deixar o cargo desde então

O título do vídeo, de quase nove minutos, é "Pastor Marco Feliciano renuncia", em referência às "renúncias" que teve de fazer para assumir o cargo, como passar menos tempo com a família.
O material foi publicado na conta no Youtube da produtora Wap TV Comunicação, que tem, entre seus donos, Wellington Josoé Faria de Oliveira. Além de produzir os programas de Feliciano, Oliveira é funcionário do gabinete do deputado em Brasília. Ele nega que haja qualquer vínculo da sua produtora com o vídeo.
"Ele [Feliciano] está me insultando nas redes sociais e liderando uma campanha difamatória que ganhou vulto com o vídeo divulgado nesta semana", disse Wyllys.
O deputado do PSOL participa na manhã desta quarta-feira da instalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, que se pretende, segundo ele, ser uma "resposta política" à eleição do pastor na Comissão de Direitos Humanos.
Segundo o deputado, enquanto Feliciano estiver à frente da comissão da Câmara, ele não pretende participar das reuniões. O colegiado deverá se reunir na tarde desta quarta-feira para uma audiência pública sobre atenção psicossocial a portadores de doenças mentais. Estão previstos protestos de movimentos sociais durante a sessão.
Questionado qual seria a solução pacificadora para a crise na comissão, Wyllys disse que a saída de Feliciano e um eventual rearranjo na composição do colegiado seriam o ideal. Embora não haja negociações oficiais, os deputados trabalham com a possibilidade de colocar na presidência da comissão a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), atual vice-presidente.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dilma em Roma pode reaproximar Brasil do Vaticano



Foto

Com a ida da presidente Dilma ao Vaticano, para a missa solene de sagração de Francisco I, amanhã, abre-se a possibilidade de reaproximação do governo brasileiro com a Santa Sé, raciocina Carlos Chagas, na sua coluna. O distanciamento, lembra o colunista, ocorreu durante o período de Joseph Ratzinger, apesar de para a posse de Bento XVI o então presidente Lula haver levado seus antecessores ainda vivos no avião presidencial. ''A opção do novo Papa pelo combate à miséria parece um bom começo em nosso relacionamento.''
Dilma Rousseff chegou por volta das 15h45 deste domingo (17) (11h45 do horário de Brasília) ao hotel Westin Excelsior, no Centro de Roma, perto da Piazza de Spagna. Ela foi recebida com um buquê de flores e disse aos jornalistas: 'Vocês sempre firmes, conseguem chegar antes de mim!'. Nesta segunda-feira (18), deve ter encontros com autoridades, ainda não definidos. Na terça (19), participa da missa que marcará o início do pontificado do Papa Francisco. Ainda não está confirmado se irá ocorrer um breve encontro com o pontífice.

Aécio quer reduzir ministérios de 39 para 18


 O senador Aécio Neves (PSDB-MG) parece especialmente motivado a disputar a presidência da República depois de jantar com governadores tucanos, esta semana, em Brasília. Ele sonha liderar um período de grande crescimento do Brasil, com uma gestão moderna, ousada e baseada na meritocracia. A esta coluna, ele revelou a intenção de reduzir o número de ministérios a 18, menos da metade dos atuais 39. A informação é de Cláudio Humberto na sua coluna desta segunda-feira. Ele detalha mais a informação:
''Aécio disse que a partir de maio, quando deve ser eleito presidente do PSDB, vai abdicar do paletó, arregaçar as mangas e percorrer o País. O senador Aécio já recruta pesos pesados para assisti-lo de perto, a partir de maio, numa espécie de “governo sombra”, comum na Europa. O principal interlocutor de Aécio Neves na área econômica tem sido Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC. Aliás, quando um jornal carioca o ligou a Eduardo Campos (PSB), Armínio Fraga estranhou: “Nem conheço o governador”.

Base aliada minimiza críticas de Eduardo a Dilma

 A mobilização do governador Eduardo Campos (PSB) por apoio político e as críticas dirigidas ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) foram “esvaziadas” pelos partidos da base aliada, que potencialmente poderão ser assediados pelo socialista em 2014. A cúpula do PMDB está convicta de que Campos já começou a campanha pelo País em busca de votos pela Presidência da República, em 2014. A prova disso foi o discurso que fez a empresários, quando anunciou que ele, no Planalto, poderia fazer “muito mais” do que a presidente Dilma.

“É legítima a posição do Eduardo Campos. Ele tem capacidade, tamanho e história para disputar a Presidência da República. Mas, sempre é possível fazer mais. A Dilma mesmo vai fazer mais do que já fez”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). (Da Agência Estado)

Eduardo sufoca a oposição em Pernambuco

FOLHA DE S.PAULO - DANIEL CARVALHO E LUIZA BANDEIRA

 Reduzida a uma meia dúzia de deputados, a oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) na Assembleia de Pernambuco adotou a estratégia de blitze para caçar vidraças do presidenciável.
O problema é que, além de desidratado, esse grupo de parlamentares tem sido barrado na busca por falhas na administração do Estado.
No fim de fevereiro, os deputados não puderam entrar nas obras inacabadas do complexo prisional de Itaquitinga, na zona da mata, sob a justificativa de se tratar de um empreendimento particular feito por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Na quinta-feira passada, foram barrados novamente, desta vez no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe).
Segundo a administração do laboratório, os deputados não puderam entrar por causa de normas sanitárias que restringem o ingresso de pessoas estranhas na área de produção de medicamentos.
A oposição diz que continuará a tentar fazer as blitze.
A elevada popularidade do governador, com aprovação de quase 90% em algumas pesquisas, dificulta o trabalho da oposição.
Conforme a indicação original dos partidos, seriam nove deputados de oposição contra 40 da base aliada.
Na prática, porém, somente seis vão contra o governador. Recentemente, dois partidos oposicionistas, PMDB e PV, se tornaram aliados do presidenciável do PSB.
O primeiro mudou de lado depois que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), ex-rival, passou a apoiar Campos.
O único representante do PV na Assembleia era Daniel Coelho, que migrou para o PSDB e neste ano se tornou líder da pequena bancada de oposição. Para ele, o processo de desidratação das oposições é nacional.
Em São Paulo, por exemplo, a oposição ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) conta com somente 26 dos 94 deputados. Situação parecida com a de Minas Gerais, onde 15 dos 77 deputados se declaram de oposição ao tucano Antonio Anastasia. 

Eduardo fará investida nas fronteiras do PMDB


DO BLOG DE JOSIAS DE SOUZA
 Nas próximas semanas, Eduardo Campos (PSB) se reunirá, em grupos ou separadamente, com pelo menos 18 congressistas do PMDB –12 deputados e seis senadores. Nessas conversas, testará o alcance do usucapião de Dilma Rousseff sobre a legenda do vice-presidente Michel Temer.
Entre os pemedebês do Senado, Eduardo dispensará tratamento diferenciado ao decano. Soube que Pedro Simon (RS) deseja falar com ele a sós. E deve procura-lo até o final da semana. Na sequência, em data a ser marcada, jantará na casa brasiliense de Jarbas Vasconcelos (PE). Além do anfitrião, vão à mesa os senadores Wladimir Moka (MS), Luiz Henrique (SC), Cassildo Maldaner (SC) e Ricardo Ferraço (ES).
Quanto aos pemedebês da Câmara, eles se organizam em caravana para visitar Eduardo Campos no seu quartel general, em Pernambuco. O governador não tem a pretensão de retirar de Dilma o tempo de tevê do PMDB. Falta-lhe munição para tanto. Seu objetivo é o de abrir palanques dissidentes.
Considerando-se os Estados de origem dos parlamentares, percebe-se que o PMDB busca uma alternativa a Dilma em pelo menos sete pedaços do mapa: Pernambuco, Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Nem só de PMDB é feito o assédio de Eduardo Campos. Nesta terça (19), o presidenciável emergente do PSB recebe um grupo de senadores de outras duas legendas governistas. Organizada por Armando Monteiro (PE), do PTB, a comitiva inclui Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF), dois insatisfeitos do PDT. Se curiosidade fosse voto, Eduardo estaria eleito.

domingo, 17 de março de 2013

Pedofolia não é crime, é doença diz cardeal africano


O cardeal sul-africano Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, disse à BBC que pedofilia é uma doença e não um crime. Um dos 115 participantes do conclave que elegeu o Papa Francisco na última quarta-feira, Napier afirmou à emissora que o problema é um “distúrbio que necessita de tratamento”.
“Da minha experiência, pedofilia na verdade é uma doença. Não é uma condição criminosa. É uma doença”. (Informações de O GLOBO).

Dilma, Lula e Eduardo: um rompimento quase explícito


 A julgar pela rapidez com que a presidente Dilma Rousseff respondeu as críticas contundentes que ela – ou seu governo – receberam horas antes do governador Eduardo Campos, está praticamente rompido o fio que ainda sustentava a antiga aliança entre os dois, e também com o ex-presidente Lula. Mostrando que está afinadíssima com o seu padrinho e mentor, a presidente aproveitou a posse dos novos ministros para alvejar indiretamente Eduardo, dando-lhe o troco às declarações que fizera, e que deu matéria de capa do jornal O GLOBO de ontem, tornando-se o assunto político do dia. Disse, sem meias palavras, a empresários paulistas que ‘’dá para fazer muito mais do que a Dilma’’.

Recorrendo a um mantra que já fora usado por Lula há algum tempo, a presidente deu uma estocada no que os dois consideram deslealdade do governador pernambucano, que, no seu primeiro mandato recebeu carradas de dinheiro liberado por Lula para o Estado. Esse dinheiro, argumentam, foi que detonou o canteiro de obras em que se tornou Pernambuco, colocando Eduardo na cabeceira entre os melhor avaliados no País.

Eduardo chegou a ser explicitamente contundente ao repetir incessantemente: '’Dá pra fazer muito mais. E isso não vai ser feito se a gente não renovar a política. O pacto político que hoje está no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, não terá a condição de fazer esse passo adiante. Não vai fazer. As últimas eleições no parlamento brasileiro [em que Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado com o apoio de Dilma e do PT] são uma indicação. É ficar de costas para tudo isso.''

Dilma retrucou com contundência não tão indireta assim, para o bom entendedor: ‘’Governar, necessariamente é escolher entre várias alternativas e por isso aprendi muito sobre o valor da lealdade entre aqueles que desenvolvem com a gente a tarefa de governar”, disse Dilma. No encontro com os empresários paulistas, criticou o atual governo se ofereceu abertamente como opção ao Planalto e afirmando que “dá para fazer muito mais do que a Dilma”.
Enfim, para se usar o jargão político é briga de cachorro grande, e que, ao que tudo indica, não vai ficar por aí. É aguardar para conferir.

Discriminação racial: denúncias dobraram entre 2011 e 2012


Quase quatro anos se passaram e a copeira Sônia Maria Gomes, 47 anos, ainda carrega marcas do constrangimento de ser discriminada por causa da cor da pele. Em meados de 2010, Sônia ia de ônibus para casa quando, no meio do caminho, um passageiro levantou-se, cuspiu no rosto dela e a chamou de “negra safada”. “Depois disso, ele veio para cima de mim, como se fosse me bater. A minha sorte é que um homem impediu a agressão. Ele pediu ao motorista que não parasse o veículo e descemos direto na delegacia para prestar queixa”, conta Sônia. “Passei muito tempo sem andar de ônibus para me recuperar do medo e da vergonha pelos quais passei. O homem que me ajudou também é negro e ouviu xingamentos do rapaz que cuspiu em mim. Nunca pensei que a discriminação por causa da cor da pele pudesse chegar a esse ponto.” Quem agrediu Sônia hoje responde por injúria racial no processo que corre na Justiça.
Atitudes como a da copeira, de encarar a agressão como um ato de racismo e denunciar imediatamente, aumentam a cada dia. De 2011 a 2012, o número de queixas de discriminação racial feitas à Ouvidoria da Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir) praticamente dobrou, de 219 em 2011 a 413 no ano passado, um aumento de 88%. Este ano, a menos de uma semana do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, comemorado em 21 de março, 78 denúncias foram registradas. Na internet, as reclamações contra sites com cunho discriminatório também é expressiva. Em 2012, a ONG Safernet, que recebe denúncias de violações dos direitos humanos na web, identificou 5.021 comunidades no Facebook que abrigavam conteúdo racista. (Do Correio Braziliense).

Bisneta de Ghandi se destaca na televisão da Índia

 Amrita Gandhi, bisneta de Mahatma Gandhi, se tornou um destaque da televisão da Índia com um programa que mostra as tradições das famílias reais do país. O universo da realeza mostrado por Amrita contrasta, no entanto, com o estilo de vida "austero e disciplinado" cultivado por Mahatma — líder nacionalista que apregoava a desobediência civil pacífica e seguia uma vida austera.
"Estou orgulhosa de fazer o que quero, e da minha independência", disse a apresentadora de televisão, filha de Gopal Krishna Gandhi e neta de Devdas Gandhi, o quarto filho de Gandhi. Amrita viaja por toda a Índia em busca dos costumes da realeza do gigante asiático para trazê-los para os espectadores de seu programa Royal Reservations. "Muitas famílias reais fazem as coisas de uma forma muito distinta e mantêm tradições que, em muitos casos, quase se perderam", disse a apresentadora de 36 anos, mãe de uma menina de um ano e meio.
De acordo com Amrita, não se trata da opulência e do luxo, mas de aproximar a tradição das pessoas. A jornalista não conheceu seu bisavô, mas os mais velhos na sua família transmitiram suas doutrinas para as novas gerações. (Portal de VEJA)

sábado, 16 de março de 2013

Recife poderá implantar rodízio de automóveis


Sistema de restrição deverá ocorrer apenas em horários de pico



A Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife está realizando estudos para implantar na Cidade um sistema de restrição de veículos, visando desafogar as principais vias da Cidade. Diferente de como acontece em São Paulo, o rodízio em Recife deverá ocorrer em horários de pico, das 6h30 às 8h30, e das 17h às 19h. O anúncio dos estudos para a implementação do projeto foi feito na noite desta quinta-feira (15), no 1º Fórum de Gestão do Trânsito e Mobilidade Urbana.
De acordo com o secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, a ideia é que veículos com placas terminadas em números pares fiquem livres para trafegar em dias pares, mas teriam restrições nos dias ímpares. O sistema deverá, inicialmente, funcionar em apenas algumas avenidas, como forma de teste.
A fiscalização dos veículos deverá ser feita por equipamentos eletrônicos instalados em sinais de trânsito. Os veículos que desrespeitarem o rodízio poderão ser multados. "Se o grande problema está nos horários de pico, podemos distribuir melhor os carros, saindo um pouco mais cedo ou mais tarde nos dias do seu rodízio, para resolver o que for preciso”, explicou Braga. A questão já está sendo discutida com consultores da prefeitura e técnicos da área. "Mas também iremos abrir o debate com a sociedade, para aprimorarmos a ideia", acrescentou.

AGRESTE // TRÂNSITO: Lombadas eletrônicas instaladas na BR-104 em Caruaru começam a multar

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Os equipamentos permitem velocidade máxima de 50km/h e 60 km/h em alguns trechos.
Foto: Reprodução TV Jornal

Os motoristas que transitam pela BR-104 devem ficar atentos. É que segundo o Dnit, as lombadas eletrônicas instaladas no trecho urbano de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, que estavam funcionando em teste há alguns dias, já estão multando quem desobedece os limites de velocidade.
Os equipamentos permitem velocidade máxima de 50km/h e 60 km/h em alguns trechos. Caso a velocidade permitida seja excedida, o Dnit expedirá uma notificação de autuação para o endereço do proprietário do veículo em seguida uma multa. Se o usuário discordar do registro pode recorrer. O Código de Trânsito Brasileiro prevê que o motorista que trafegar com velocidade até 20% acima do permitido receberá multa no valor equivalente a R$ 85,13, infração média de quatro pontos na carteira. Quem exceder entre 20% e 50% o limite da via receberá multa de R$ 127,69, infração grave e cinco pontos na CNH. Para velocidades acima de 50% do permitido na via, são considerados gravíssimos pelo Código de Trânsito e além da multa de R$ 574,62 está prevista a perda de sete pontos na carteira.
Para os radares e as barreiras eletrônicas, o CTB estabelece uma tolerância de sete quilômetros por hora para velocidades até 100km/h e 7% para velocidades acima deste valor.

Ultimato: Serra quer presidir o PSDB. Ou sai

DO PORTAL BR 247

 A 'revolução' prevista pelo ex-governador Alberto Goldman em entrevista na quarta-feira 13 ao 247 está em curso. Foi com esse termo que ele se referiu à possibilidade de o ex-governador José Serra deixar o partido pelo qual concorreu duas vezes à Presidência da República – e Serra nunca esteve tão perto de deixar o ninho azul eamarelo.

Sentindo ser alvo de 'uma ofensa' dentro da agremiação – é esse o termo que Serra tem usado a amigos e, mais insistentemente, ao mais amigo Fernando Henrique Cardoso --, Serra está mandando um recado direto para o presidente da legenda, seu ex-amigo Sérgio Guerra, e ao senador e aparentemente amigo Aécio Neves: ou entra na convenção partidária, adiada de final de março para maio, com tudo certo para ser eleito presidente do PSDB, ou pega suas intenções de voto para presidente da República e muda de partido.

No PPS de Roberto Freire, a quem a estratégia política de Serra, como governador, em 2010, elegeu deputado federal por São Paulo, tudo está pronto para recebê-lo. A prontidão do PPS em benefício de Serra igualmente foi adiantada por 247, no início do ano. O acréscimo, agora, é uma manobra esperta. Outra, de resto. O PPS já tem tudo pronto para se fundir com o inexpressivo PMN. A fusão abriria novas condições legais para migrações partidárias, o que poderia engordar a legenda com serristas de todo o País. O estrago nas fileiras tucanas seria considerável.

PF: sem arma para os Calheiros

 O deputado estadual Olavo Calheiros, irmão de Renan Calheiros, pediu à Polícia Federal para renovar o seu porte de arma no ano passado. Acabou tendo o pedido rejeitado por não provar que necessitava se proteger.

A PF fez bem. Em 2012, Olavo tentou agredir um repórter do CQC que operseguiu em Alagoas para uma reportagem. Imagina se estivesse armado?   (Lauro Jardim - VEJA)

Dilma cobra redução de preços da cesta básica


 A presidente Dilma Rousseff cobrou nesta sexta-feira de empresários e donos de supermercados que façam sua parte na redução dos preços da cesta básica. Em pronunciamento em rede nacional em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Dilma anunciara a desoneração dos produtos da cesta básica e previra que os preços cairiam 12%. Mas, na primeira semana de vigência da medida os preços subiram, em vez de cair.
— O governo acha que é fundamental reduzir o tributo. Agora, nós precisamos que essa consciência seja também dos empresários, dos senhores donos dos supermercados, dos produtores, para que, de fato, a desoneração seja algo que todo mundo ganhe — afirmou Dilma. — Temos feito reuniões e reuniões esclarecendo isso. (Informações de O GLOBO)

Para Lula, candidatura de Eduardo é reversível


 Os sinais dados pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de que disputará a sucessão presidencial em 2014 ainda não convenceram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o lançamento da candidatura do dirigente do PSB ainda pode ser revertido. Em conversas recentes, com petistas e aliados, o Lula avaliou que, no cenário atual, seria muito arriscado para o socialista entrar numa disputa eleitoral, uma vez que, segundo ele, não há espaço no campo da esquerda para mais uma candidatura presidencial.
Caso Eduardo queira se viabilizar como candidato, Lula avalia que ele terá de se aproximar da direita e, assim, abrir mão de bandeiras eleitorais do atual governo federal, como o combate à miséria e a ascensão da população à classe média.(De O GLOBO - Gustavo Uribe)   

Dá para fazer muito mais do que Dilma, diz Eduardo


MÔNICA BERGAMO - FOLHA DE S.PAULO
 'Dá para fazer muito mais' que a presidente Dilma Rousseff. Com esse, digamos, slogan, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), de Pernambuco, passou seu recado a um grupo de 60 empresários que se reuniram anteontem em SP, num jantar, para conhecê-lo melhor -- e descobrir se ele é, mesmo, candidato à presidência. Boa parte saiu de lá com a certeza de que Campos vai, sim, se lançar contra Dilma em 2014.
O encontro foi na casa do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. E Campos soltou o verbo.
Começou dizendo que o Brasil teve grandes conquistas nas últimas décadas -e logo engatou crítica que a oposição sempre fez a Lula, a Dilma e ao PT: 'O Brasil não começou ontem. Não começou com o partido A, B ou C'.
Na sequência, engrossou o coro dos que dizem que as coisas no país vão bem -- mas podem piorar. 'Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar.'
* Os 'florais aplicados em todas as crises' não funcionaram desta vez, diz Campos. 'E mais do que de repente começa uma série de medidas, em série, em relação a vários setores, sobretudo, no início, na área do petróleo', segue, referindo-se aos pacotes lançados por Dilma. 'Há um sobressalto daqueles que foram atingidos e daqueles que não foram atingidos por medidas.' Para ele, 'se estabelece uma ansiedade total'.
'E a tudo isso se somou a antecipação do debate eleitoral', segue o governador, referindo-se, sem citar o nome de Lula, ao fato de o ex-presidente ter lançado Dilma à sucessão presidencial. 'Um debate maniqueísta, eu sou o bem, você é o mal.'
Na sequência, Campos passa a criticar a campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff disputou com José Serra (PSDB-SP). 'Nós tivemos uma campanha das mais pobres do ponto de vista do conteúdo. Acusação de lá, defesa de cá. Acusação de cá, defesa de lá. Sinceramente, não dá para respeitar como um debate à altura dos desafios do Brasil. E isso deixou as coisas desamarradas para o futuro.'
* 'Um monte de político se junta e diz: 'Olha, a gente precisa ganhar a Presidência da República'. É como dizia o meu avô [Miguel Arraes]: na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para que.'
* É chegada a hora, portanto, de debater. E é o que o governador está fazendo, ainda que desperte a ira de Lula, de Dilma e do PT -até então seus aliados. 'Esse é o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer crítica não é ser contra, não é ser inimigo.'
* E crítica é o que não falta. 'O estado que está aí, as políticas, as normas como são feitas, precisam evoluir.'
* 'Dá para ser melhor. E não é uma ofensa para quem está aí você dizer que dá para ser melhor. Nós queremos mais. E que bom que queremos mais, né? Isso deveria desafiar as pessoas a fazer, a quebrar o velho costume e afirmar novos valores.'
* 'Dá pra fazer muito mais', repete Campos. Para, então, disparar o torpedo: 'E isso não vai ser feito se a gente não renovar a política. O pacto político que hoje está no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, não terá a condição de fazer esse passo adiante. Não vai fazer. As últimas eleições no parlamento brasileiro [em que Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado com o apoio de Dilma e do PT] são uma indicação. É ficar de costas para tudo isso.'
* O governo, além de tudo, 'às vezes não dialoga'. A solução 'é falar com o governo pela imprensa. Não quer me receber? Você pode tuitar. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de dar a minha opinião sobre a Medida Provisória dos Portos pela imprensa, porque não tive a oportunidade de discutir [com Dilma] antes. Apesar de o meu estado ter o porto público mais eficiente do Brasil. Eu podia até ser convencido de que estava certo. Mas não custava nada ouvir a mim e a outros.'
* 'Quanto mais popularidade o governo tiver, mais paciência e diálogo deve ter', afirma. 'E popularidade vai e vem. Popularidade é uma coisa. Voto é outra coisa.
O ano, afirma ele, deveria ser o da construção de 'convergências políticas'. 'E nós corremos um sério risco de botarmos 2013 fora.'
* 'Enquanto o Brasil diz que tem o petróleo do pré-sal, importa gasolina. A Petrobras, que já foi 'case' de sucesso lá fora, tá cheia de problema. E aí? Vamos ficar discutindo a eleição que vai ter em 2014 ou o país? Porque daqui a pouco a gente não sabe nem o que vai encontrar em 2014, entendeu? Precisamos encontrar em 2014 um país em que seja possível fazer algo para ele melhorar. E, sinceramente, a gente não pode ficar pelos cantos, constrangido em fazer o debate.'
Campos diz que a presidente Dilma conhece suas críticas. E mais: sabe também que seu partido, o PSB, o pressiona para se lançar candidato à presidência. 'Quem disse a ela não foram terceiros, fui eu mesmo', afirma. 'Ela sabe o que o meu partido pensa e sabe os sonhos que meu partido tem. Se esses sonhos vão ser realizados ou não, é outra coisa.'
* Ele então faz uma ressalva: 'Só não vamos nos meter em aventura. E não vamos ajudar a destruir o que nós construímos. Nós queremos é seguir adiante, não é desmanchar as coisas boas que foram feitas. Nós queremos fazer mais coisas boas'. Continuidade, mas com liderança renovada.
* Campos finaliza a conversa da noite sem assumir que é candidato. 'Não vamos entrar num debate eleitoral. Cada um tem seu relógio. Ninguém é obrigado a andar no fuso horário dos outros.