Como havíamos escrito algum tempo atrás o partido dos trabalhadores está se esfarelando nacionalmente. Alguns aliados de outros carnavais, como Eduardo Campos (PSB) perceberam a queda da sigla e se colocaram imediatamente como uma via alternativa. Dificilmente o PT conseguirá um discurso que una novamente os ditos partidos de esquerda, mais sutilmente o governador de pernambuco está conseguindo reunir um bloco político de peso para dar o tiro de misericórdia e apagar do mapa político para sempre o PT.
![]() ELIO GASPARI O comissariado percebeu que precisa trocar de repertório e está atrás de novos personagens
Parte da cúpula do PT se deu conta de que a defesa dos mensaleiros e a hostilidade diante das sentenças do Supremo Tribunal Federal vem custando caro ao partido. Está quebrando a cabeça para organizar um novo repertório, com administradores e ações capazes de construir uma imagem de gestores.
Nessa conta, ruínas como a Infraero são casos perdidos. Trata-se de achar algo novo. Se tudo der certo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, poderá ajudar o serviço de reconstrução. Falta transformar sua prosa em ação. (Uma das primeiras medidas de sua administração foi interditar as barracas de comércio de uma quadra de escola de samba. Felizmente recuou.)
Suspeita-se que o modelo de marquetagem pelo qual lançam-se projetos em cerimônias no Planalto está esgotado. Com ele, as iniciativas pirotécnicas destinadas a glorificar ministros que são candidatos a governos estaduais.
Se a busca for eficaz, brilharão estrelas de tocadores de projetos que já deram resultados.
Um bom início para essa mudança poderia ser a criação de um limite no tempo que cada comissário gasta falando mal dos outros e, sobretudo, dos meios de comunicação. Algo como 15 minutos por dia. Depois disso, deveriam ser obrigados a contar o que estão fazendo para melhorar o filme.
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