domingo, 6 de janeiro de 2013

Libertada, queria continuar presa: medo do desemprego

A costureira foi presa por envolvimento com o tráfico de drogas Foto: Agência Brasil
A Costureira foi presa por envolvimento com o tráfico de drogasFoto: Agência Brasil

A história de Viviane Cristina de Oliveira, de 37 anos, poderia ser facilmente confundida com a de muitas outras mulheres casadas com presidiários no Rio de Janeiro. Isso se não fosse por uma diferença: por causa da prisão do marido, ela acabou se envolvendo com atividades ilícitas para sustentar a casa. Presa por tráfico de drogas e condenada a 16 anos e dez meses, Viviane teve que passar quase quatro anos e meio presa em regime fechado na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Bangu.
O trabalho na oficina de costura do presídio deu certa segurança a Viviane. "Quando estava para passar para o semiaberto, eu ia negar. Eu falei: 'estou para ir para o semiaberto, mas não quero ir, porque as condições lá são nenhuma. Se eu ganhar (o semiaberto), eu vou acabar evadindo (fugindo do sistema)", disse
Com a garantia de que conseguiria um emprego como costureira na Fundação Santa Cabrini, órgão do governo fluminense responsável por ajudar presos e ex-presos a arrumar trabalho, Viviane saiu do regime fechado. Há sete meses no semiaberto, hoje ela pode sair às ruas e ainda ganhar dinheiro para realizar o sonho de montar uma confecção de roupas. (Do portal Terra).

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