sexta-feira, 18 de maio de 2012

Lícius desiste e PCdoB fica com José Queiroz.


O  PCdoB não terá candidato a prefeito de Caruaru às Eleições 2012. Se o fizer, terá um prejuízo tão enorme, quanto foi preciso para erguer um inexpressivo partido, e eleger os dois primeiros vereadores comunistas da Casa José Carlos Florêncio. Na hipótese do vereador Lícius Cavalcante manter o sonho majoritário, o PCdoB corre sério risco de perder as duas cadeiras da Câmara conquistadas após 85 anos de luta em 2008. Se insistir com essa vontade o candidato do PCdoB de Caruaru será o único entre os partidos da Frente Popular de Pernambuco sem contar com a mão amiga do líder supremo e detentor de 82% de aprovação na cidade, o governador Eduardo Campos (PSB). Isso seria um vexame para os comunistas, considerados os mais fiéis da base ‘eduardista’.
Os dirigentes do PCdoB apresentaram esse cenário para Lícius, que parece ter percebido do grave dano que causaria à legenda, caso registrasse a candidatura majoritária. Lícius nega (mais uma vez) que procurou o prefeito Zé Queiroz, no dia seguinte a reunião com o 1º secretário Geral do partido, Ossi Ferreira, para reconhecer que sua luta era brava, mas não agrada a maioria dos 61 membros do Diretório comunista estadual. Só Lícius (que nem mesmo faz parte da Com. Exec Est.) não enxergava os prováveis resultados negativos aferidos ao conjunto da Frente Popular. Inclusive, a situação poderia complicar também à reeleição do vereador Edmilson do Salgado (PCdoB), mesmo com todos seus 3 mil votos. Na disputa proporcional, é fundamental subir num dos palanques dos caciques caruaruenses para alcançar a cadeira legislativa.
A história das disputas eleitorais pode servir de exemplo para provar que a terceira via não virá de um partido integrante da Frente Popular. Desde que Zé Queiroz (PDT), João Lyra Neto (PDT) e Tony Gel (DEM) se revezam no comando do Executivo Municipal, a soma dos demais candidatos que se aventuram no pleito não alcançam 3% do eleitorado. Ainda que legítima, a polaridade dos campos políticos de Caruaru também não permite que uma candidatura alternativa alcance pouco mais de 4 mil votos válidos do eleitorado. Que diga o vereador e então candidato a prefeito pelo PSDB, Demóstenes Véras (PSD), logrado com o maior saldo de votos da terceira via, quando recebeu 4,2 mil votos, em 2004.

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