Governador Eduardo Campos (PSB) se irrita com crise
do PT e prepara seu grupo para apresentar candidato em Recife.
Como eu já havia falado o PT está caindo pela prepotência de seu dirigentes, e a
fragmentação da sigla é evidente. Agora Caiu
a ficha do PSB, alianças com o PT não têm futuro algum para partidos que sonham
voar mais alto. Parece que o PSB de Eduardo Campos despertou para o fato de que
vai perder em São Paulo, distanciar-se do PSD de Kassab e fechar as portas para
o PSDB de Geraldo Alckmin e José Serra. Com o imbroglio do Recife, onde o PT
rachou, a candidatura própria passa a ter grandes chances de sucesso. Assim
como em São Paulo, com Luiza Erundina, dando um golpe mortal na candidatura
capenga de Haddad. A matéria abaixo é de O Globo. Preocupado com a crise do PT pernambucano, que parece não ter fim, o governador
Eduardo Campos (PSB) começou a preparar o time para entrar em campo: exonerou
quatro dos seus principais auxiliares, todos com domicílio eleitoral em Recife,
como forma de manter “reserva técnica” caseira para a sucessão municipal. Um deles é o presidente do diretório regional do PSB, Sileno Guedes, que
recebeu a missão de ouvir as bases do partido e das legendas aliadas. Eduardo
Campos foi eleito para o Palácio do Campo das Princesas com o apoio de 19
partidos, inclusive o PT. Mas começa a dar sinais claros que cansou de esperar
pela definição do aliado sobre a eleição para a prefeitura de Recife. O
governador manifestou aos correligionários a preocupação com os prazos e a formação
das chapas para a Câmara Municipal de Recife e do interior. O último dia previsto pela Justiça Eleitoral, Campos anunciou o afastamento de
Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico), Tadeu Alencar (Casa Civil), Danilo
Cabral (Cidades) e do próprio Sileno. Todos são de extrema confiança e ocupavam
cargos estratégicos no estado. Campos já tinha afastado Maurício Rands
(Governo) que se tornou um dos pivôs da crise do PT em Recife. O ex-secretário
disputou a prévia do partido com o prefeito João da Costa, mas perdeu . Ele e
seu grupo político — o Construindo um Novo Brasil (CNB) — apelaram à direção
nacional do PT para que a primária fosse anulada, o que terminou ocorrendo. A
cúpula do PT decidiu que o derrotado e o vencedor renunciassem para ceder o lugar
a um terceiro nome que garantisse a unidade. Rands atendeu, mas o atual prefeito João da Costa insistiu em lutar pela
reeleição. Desde então, o partido rachou em Recife: de um lado a CNB e de outro
João da Costa e seus seguidores. O prefeito é independente e não pertence a
nenhuma das 18 correntes do PT pernambucano. A Executiva Nacional do partido
determinou que o candidato da unidade seria o senador Humberto Costa (PT-PE).O
prefeito disse que vai recorrer da decisão da Executiva (21 membros) ao diretório
nacional, que é um colegiado maior (87). Na sexta-feira, Sileno disse que o PSB respeita o espaço político do PT na
capital, mas ressaltou que foi preciso agir por precaução: — A gente vem
observando a movimentação do PT e entende que é esse partido que tem que
comandar o processo sucessório em Recife. Mas desde cedo aguardamos um desfecho
para a crise interna que nunca chega. Nossa expectativa era que a crise
acabasse com a realização das prévias, o que não ocorreu. Também esperávamos
que a Executiva Nacional conseguisse pacificar a legenda. E não vimos nada
disso. Enquanto o PT mergulha na crise, não se debate os problemas da cidade
nem se fala na manutenção da Frente Popular (que elegeu o governador e o
prefeito), nem se apresenta à sociedade um modelo para se governar a partir de
2013 — reclamou. Ele disse que o governador começou a se inquietar, ouviu as
lideranças do PSB e chegou à conclusão que era importante ter um quadro de
reservas.

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