Gustavo Fruet: ‘Negar o mensalão é tentar negar os fatos’
O ex-deputado tucano hoje no PDT lembra os momentos de tensão que viveu como sub-relator da CPI dos Correios. E fala da aliança que costura com o PT

Fruet: condenação de mensaleiros será golpe na impunidade
“Tentar negar o mensalão é negar os fatos. Se aquelas movimentações financeiras de Marcos Valério não serviram para o pagamento de deputados, para quê serviram?”
Há sete anos, era instalada do Congresso a CPI dos Correios, a primeira das três que se debruçariam sobre o esquema do mensalão – e a única delas a não terminar em pizza. E se aproxima o dia em que o Supremo Tribunal Federal dará início ao julgamento daqueles que, em 2007, a Procuradoria-Geral da República denunciou como integrantes da quadrilha. A proximidade do desfecho do caso deixa ansioso o paranaense Gustavo Fruet, sub-relator da comissão de movimentação financeira do colegiado. Afinal, os trabalhos da CPI contribuíram – e muito – para a denúncia enviada ao Supremo pelo então procurador Antonio Fernando de Sousa. “Será o julgamento mais importante depois da Constituição de 1988”, afirma Fruet, que está confiante na condenação dos mensaleiros. “Será um passo importante contra a impunidade”.
Os trabalhos da CPI dos Correios tiveram início em junho de 2005, a despeito da mobilização do Planalto. Inicialmente, a comissão se destinaria a investigar o esquema de corrupção reinante nos Correios e demais estatais sob influência do PTB. “Não tínhamos noção da extensão do escândalo”, relembra Fruet. Os rumos da investigação mudaram a partir da entrevista em que Roberto Jefferson, presidente do PTB, narrava ao jornal Folha de S. Paulo os detalhes do mensalão, um gigantesco esquema que abastecia com 30 000 reais mensais a conta de qualquer deputado disposto a votar a favor de projetos de interesse do governo.
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