sexta-feira, 22 de junho de 2012

 

PT não “engole” a pecha de que foi quem rompeu com Frente

O diretório do PT decidiu, em reunião concluída agora há pouco, que não vai “engolir” a pecha de que foi o partido que saiu da Frente Popular e rompeu com o projeto político da coalizão. Os petistas expressaram, em nota a ser encaminhada à Imprensa, que é a candidatura da legenda pertence à coalizão e que tem condições de representar o conjunto de forças do campo governista nessas eleições, em contraponto ao que pregou o PSB. Na quinta (22), os socialistas confirmaram o nome do ex-secretário Geraldo Júlio para Prefeitura do Recife (PCR), em carta enviada aos presidentes municipais das siglas da Frente.
Integrantes do diretório estadual produziram um texto em que ressaltam o nome do senador e pré-candidato do partido, Humberto Costa, à PCR. O documento ainda destaca a importância de se preservar a unidade na Frente Popular e que o partido deu demonstrações de solidariedade as mais diversas forças políticas, sobretudo ao PSB, no momento em que os socialistas mais precisaram. “Somos depositários de condições políticas para continuar a frente da Prefeitura do Recife”, disse o presidente estadual do PT, Pedro Eugênio.
O presidente estadual do PT, aliás, cravou que não cabe a justificativa de que o PT perdeu as condições de conduzir o processo devido aos conflitos internos no partido. “O PT viveu momentos de dificuldade interna nos últimos meses, mas isso não é desculpa para não darmos continuidade ao projeto. Dificuldade todo mundo passa e sempre fomos solidários”, considerou Pedro Eugênio. “Mas se quiserem romper com a Frente mesmo assim, não vai ser da parte da gente”, engrossou o presidente estadual. “Somos da Frente e em nenhum momento rompemos. Não vamos assumir como se saíssemos da Frente”, acrescentou o dirigente petista.
O dirigente estadual adiantou que, por hora, os partido não deverá entregar os cargos que ocupa no governo Eduardo Campos (PSB). Os petistas ainda têm esperança que até o fim do prazo das convenções, no sábado da semana que vem, um novo desdobramento na Frente Popular possa acarretar na retirada da candidatura socialista à PCR.
“Não discutimos a entrega dos cargos porque entendemos que esse jogo ainda está sendo jogado. Entendemos que a nossa candidatura é a que tem condições de agregar a Frente. Tem compromissos populares históricos e entendemos que ela pode dar prosseguimento as bandeiras da Frente. Vamos tratar na política e ver os desdobramentos dos fatos, se o PSB mantém candidatura e como os partidos da Frente se comportam”, concluiu.

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