Nos bastidores, socialistas avaliam que briga interminável dos petistas reforça a ideia do PSB de lançar candidato próprio no Recife. Danilo Cabral é o mais cogitado.

A ideia do PSB lançar candidato próprio no Recife se fortaleceu nas últimas 24 horas. Os socialistas tiveram na segunda-feira (11) mais uma sinalização de que a novela interna do PT não vai acabar tão cedo e que o pré-candidato do partido à PCR, senador Humberto Costa, não está conseguindo reunir as condições necessárias para recompor a Frente Popular. O sinal foi dado com a confirmação de que o prefeito João da Costa (PT) recorreu ao Diretório nacional petista na tentativa de reverter a decisão da Executiva nacional, que na semana passada desconheceu afastou o prefeito da disputa e indicou a candidatura de Humberto.
Como a crise do PT ganhou um novo fôlego, correndo o risco de chegar ao Poder Judiciário, o PSB convocou os seus principais líderes para uma conversa nesta terça (12) com o objetivo de tomar uma decisão oficial. Até porque o clima entre os pré-candidatos a vereador é de "total insegurança". A montagem das chapas proporcionais está em compasso de espera. As convenções que homologam os candidatos devem ser realizadas até o fim do mês. A terça foi de sucessivas conversas. Com o aval do governador Eduardo Campos, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, fez diversas sondagens para ver como a Frente poderá reagir ao lançamento de um candidato do PSB.
Nos bastidores, a informação é que, antes de tomar qualquer decisão, Eduardo falará com Humberto Costa. Até ontem à noite, ninguém conseguia confirmar se esse encontro já teria ocorrido ou se acontecerá nesta terça. Não se descarta, inclusive, uma conversa entre o governador e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o líder maior dos petistas sempre foi simpático ao projeto de Humberto e tem uma relação mais do que amistosa com Eduardo. O jogo está no momento decisivo e os movimentos vão repercutir diretamente nas articulações de 2014.
O governador Eduardo Campos quer eleger o sucessor em 2014 e vai lançar alguém do PSB. Por isso, Humberto, em tese, seria a opção ideal para a PCR, mas não diante de tanta "insegurança", entendem os socialistas. Ao mesmo tempo, o PT não pode se sentir como se estivesse sempre à reboque de Eduardo, que, por sua vez, precisa do PT para viabilizar o seu principal projeto: chegar à Presidência da República em 2014 ou 2018.
Nesse contexto, o debate em torno do nome do candidato do PSB ficou secundário. Mesmo assim, não há muito tempo para postergar a discussão. Quatro socialistas estão no páreo: os ex-secretários Danilo Cabral, Sileno Guedes, Tadeu Alencar e Geraldo Júlio. Estrategista, Eduardo escolherá com base em quatro critérios: grau de confiança pessoal, vivência partidária, experiência administrativa e prática política. O governador vai optar pelo nome que reunir o maior número dessas variáveis. Quer um candidato que tenha uma relação de confiança, que seja um homem de partido, que tenha experiência de gestão e que já tenha sido testado nas urnas. O nome mais forte é o de Danilo Cabral.
O governador Eduardo Campos quer eleger o sucessor em 2014 e vai lançar alguém do PSB. Por isso, Humberto, em tese, seria a opção ideal para a PCR, mas não diante de tanta "insegurança", entendem os socialistas. Ao mesmo tempo, o PT não pode se sentir como se estivesse sempre à reboque de Eduardo, que, por sua vez, precisa do PT para viabilizar o seu principal projeto: chegar à Presidência da República em 2014 ou 2018.
Nesse contexto, o debate em torno do nome do candidato do PSB ficou secundário. Mesmo assim, não há muito tempo para postergar a discussão. Quatro socialistas estão no páreo: os ex-secretários Danilo Cabral, Sileno Guedes, Tadeu Alencar e Geraldo Júlio. Estrategista, Eduardo escolherá com base em quatro critérios: grau de confiança pessoal, vivência partidária, experiência administrativa e prática política. O governador vai optar pelo nome que reunir o maior número dessas variáveis. Quer um candidato que tenha uma relação de confiança, que seja um homem de partido, que tenha experiência de gestão e que já tenha sido testado nas urnas. O nome mais forte é o de Danilo Cabral.
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