O município era Olinda, mas o discurso do governador Eduardo Campos
(PSB) enaltecendo a capacidade do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) de
unir a Frente Popular local, ontem, pode ser interpretado como uma nova
alfinetada do socialista no PT recifense. Campos aproveitou um ato
político, agendado pelo deputado estadual e ex-pré-candidato Ricardo
Costa (PTC), que oficializou o apoio à reeleição de Renildo, para
reforçar a importância da unidade do projeto político alcançada em
Olinda, mas que faltou em vários municípios estratégicos, como Recife,
Petrolina, Paulista e Serra Talhada, onde a Frente Popular estará
dividida.
“É uma alegria que tenho de ver a Frente Popular reunir em Olinda
tantas forças num mesmo palanque. Renildo tem dois fatores importantes
para uma disputa política: tem time para fazer governo e projeto para o
futuro de Olinda”, destacou Campos. “Seria ótimo que fosse possível
alcançar a unidade da Frente no Recife, em Petrolina, Paulista, no
Brasil inteiro. Não foi possível, mas vamos em frente”, completou, num
claro recado ao PT.
Fiador da candidatura de seu ex-secretário Geraldo Julio (PSB) à
Prefeitura do Recife, Campos tem utilizado o discurso da unidade para se
contrapor à postulação do senador Humberto Costa (PT). O petista foi
indicado pela direção nacional de seu partido, que entendeu que o
prefeito João da Costa não reuniu as condições políticas para disputar a
reeleição.
Em Olinda, Campos reforçou o apelo que fez a Ricardo Costa e
agradeceu publicamente sua postura de retirar uma pré-candidatura em
prol da unidade. “Fiz um apelo para que ele pudesse somar neste conjunto
de forças e agradeço publicamente por sua contribuição”, destacou. “Não
seria eu em Olinda a não atender a um pensamento tão forte pela unidade
como é o do governador. O compromisso que eu tinha com Olinda é agora
compromisso desse governo. Nosso projeto fica adiado para uma outra
data”, ratificou Ricardo Costa.
O ato político de ontem foi o primeiro da campanha de Renildo desde
sua convenção, no último dia 30. O comunista terá apoio de 21 partidos e
comemorou os reforços de Ricardo e do ex-deputado André Luiz Farias, o
Alf (PMN), que também desistiu de concorrer para apoiar a reeleição,
trazendo consigo o PPS para o palanque do prefeito. “Será uma eleição
dura, como é do histórico das eleições em Olinda. A oposição é forte.
Temos que trabalhar muito. Agradeço o apoio de Ricardo e de Alf, com
todas as contribuições que eles trazem”, colocou Renildo.

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