
Acabou como boi de piranha
A decisão do agora ex-deputado Maurício Rands, de entregar o cargo de secretário estadual de Governo, sair do PT, renunciar ao mandato federal e abandonar a vida pública não se insere apenas em razão do seu sentimento de desapontamento, frustração e mágoa. Há tudo isso, mas existe também ódio e ira.
Por ter sido usado como boi de piranha ou bucha de canhão pelo seu próprio partido, especialmente o senador Humberto Costa, que o abandonou na hora em que ele mais precisava – a manutenção da sua candidatura após a anulação da prévia que perdeu.
No plano nacional, Rands vinha recebendo ameaças do ex-ministro José Dirceu de que atrapalharia qualquer pretensão sua no Governo ou no Congresso, caso insistisse em manter-se aliado com o governador Eduardo Campos.
Sem vislumbrar daqui para frente nenhum cenário, tanto local quanto nacional, para dar a volta por cima, não sobrou outro caminho para Rands se não o de abandonar a vida pública.
Um final melancólico, para quem sonhou primeiro em ser presidente da Câmara, depois ministro, senador e prefeito do Recife. Um político, portanto, sem lastro, embora extremamente articulado no plano nacional.
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