Por Manoel Guimarães
Da Folha de Pernambuco
O prefeito João da Costa (PT) tem mantido o silêncio quanto à sua
posição sobre o processo de sucessão no Recife. Porém, na cúpula
socialista, a expectativa é que o gestor ficará neutro na disputa. A
avaliação, feita por um palaciano de alta patente, é de que se manter
isento não traria problemas para o prefeito junto ao PT – o que
fatalmente ocorreria, caso João da Costa decidisse apoiar a candidatura
de Geraldo Julio (PSB), mesmo se licenciado de seu partido.
O PT ainda tenta trazer o gestor para a campanha do senador Humberto
Costa, embora saiba que as feridas provenientes do processo das prévias
internas que o partido realizou, ainda não cicatrizaram. Isso porque
João da Costa obteve mais votos no processo que seu concorrente, o
ex-petista Maurício Rands, mas a votação foi anulada, bem como uma nova
prévia e Humberto terminou indicado pela direção nacional.
“O melhor para os dois lados seria que João da Costa ficasse neutro.
Ele ajudaria muito Geraldo Julio dessa maneira. E não criaria tantos
problemas para si próprio. Ele vem de muito desgaste com o partido. Mas
sobretudo, sua postura neutra no processo eleitoral ajudaria ainda mais o
Recife, pois o prefeito se manteria focado apenas na gestão e
terminaria bem o mandato”, raciocina uma fonte socialista.
Hoje, João da Costa e o governador Eduardo Campos (PSB), fiador da
candidatura de Geraldo, estarão juntos novamente. Será o terceiro dia
consecutivo de agendas administrativas entre ambos. Às 8h, eles assinam
um termo de anuência para a cessão de um terreno no Arruda, onde será
construída uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por parte do Governo
do Estado.
Ontem, eles participaram da abertura oficial da Campus Party Recife,
no Chevrolet Hall, e na quarta-feira, os compromissos foram o lançamento
do Programa Navegabilidade e a assinatura do edital de licitação da
dragagem do Rio Capibaribe.
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