sexta-feira, 27 de julho de 2012

Socialistas apostam na neutralidade

Por Manoel Guimarães
 
Da Folha de Pernambuco

O prefeito João da Costa (PT) tem mantido o silêncio quanto à sua posição sobre o processo de sucessão no Recife. Porém, na cúpula socialista, a expectativa é que o gestor ficará neutro na disputa. A avaliação, feita por um palaciano de alta patente, é de que se manter isento não traria problemas para o prefeito junto ao PT – o que fatalmente ocorreria, caso João da Costa decidisse apoiar a candidatura de Geraldo Julio (PSB), mesmo se licenciado de seu partido.
O PT ainda tenta trazer o gestor para a campanha do senador Humberto Costa, embora saiba que as feridas provenientes do processo das prévias internas que o partido realizou, ainda não cicatrizaram. Isso porque João da Costa obteve mais votos no processo que seu concorrente, o ex-petista Maurício Rands, mas a votação foi anulada, bem como uma nova prévia e Humberto terminou indicado pela direção nacional.
“O melhor para os dois lados seria que João da Costa ficasse neutro. Ele ajudaria muito Geraldo Julio dessa maneira. E não criaria tantos problemas para si próprio. Ele vem de muito desgaste com o partido. Mas sobretudo, sua postura neutra no processo eleitoral ajudaria ainda mais o Recife, pois o prefeito se manteria focado apenas na gestão e terminaria bem o mandato”, raciocina uma fonte socialista.
Hoje, João da Costa e o governador Eduardo Campos (PSB), fiador da candidatura de Geraldo, estarão juntos novamente. Será o terceiro dia consecutivo de agendas administrativas entre ambos. Às 8h, eles assinam um termo de anuência para a cessão de um terreno no Arruda, onde será construída uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por parte do Governo do Estado.
Ontem, eles participaram da abertura oficial da Campus Party Recife, no Chevrolet Hall, e na quarta-feira, os compromissos foram o lançamento do Programa Navegabilidade e a assinatura do edital de licitação da dragagem do Rio Capibaribe.

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