Por Mirella Araújo
Da Folha de Pernambuco
“A política é feita de encontros e desencontros”. Essa foi a
justificativa de todos os, até então, inimigos políticos do senador
Jarbas Vasconcelos, que prestigiaram o aniversário do cacique
peemedebista. Aparentemente a comemoração dos 70 anos serviu para que as
mágoas e desentendimentos do passado fossem deixados de lado. O
deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC) fez questão de
cumprimentá-lo com um demorado abraço. Cadoca esteve afastado de Jarbas
desde 2008, quando foi preterido na disputa municipal pelo deputado Raul
Henry (PMDB) e, por esse motivo, ingressou no PSC para poder entrar no
pleito.
“Na véspera de sua operação, eu liguei e conversamos um pouco. Depois
disso recebi o convite para comemorar seu aniversário. E a política é
assim, vai se renovando, desune e une”, afimou o social-cristão,
esclarecendo que não há mais ressentimentos com o peemedebista. Na sua
opinião, a reaproximação com Eduardo Campos (PSB) é bastante positiva e
que essa amizade iria acontecer naturalmente, já que ambos fizeram parte
do mesmo bloco político no passado.
Quem também deixou os desentendimentos de lado foi o deputado Silvio
Costa (PTB). Crítico ferrenho de Jarbas, o petebista disse que de dois
anos para cá, ambos começaram a dialogar, mas foi com o início da CPI do
Carlinhos Cachoeira que a relação se estreitou. Segundo Costa, eles se
tornaram “companheiros de CPI”. “Reconheço que essa aproximação me fez
muito bem, temos conversado muito. Ele, ao completar 70 anos, é um fato
que marca a política, pois fez história”, reportou Silvio.
Outro antigo desafeto presente na festa foi o presidente da
Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT). Ele havia sido eleito
deputado pelo PMDB, mas o rompimento aconteceu quando Jarbas ainda era
governador. Com a mudança do cenário político, o pedetista se sentiu à
vontade para comparecer e até subiu ao palanque na hora da homenagem.
Já o prefeito de Petrolina e candidato à reeleição, Julio Lossio
(PMDB), continua na oposição, mas acha natural a reaproximação dos dois
líderes políticos. “Não tenho problemas com o governador, até porque é o
PSB que faz oposição a mim. Acho que essa relação é positiva do ponto
de vista pessoal, já que ambos são representantes do Estado. Eles têm
que se falar”, reconhece.

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