| A decadência política do PT |
![]() VINICIUS MOTA * O fim do ciclo das eleições municipais, no próximo dia 28, marcará a abertura da pré-temporada da disputa pelo Palácio do Planalto. Com reduzida margem para a surpresa fulminante, os elementos que decidirão o jogo em 2014 devem ser buscados sobretudo no status quo da política. Dilma Rousseff é a grande favorita para defender as cores governistas, sem descartar a hipótese da reencarnação de Lula, num ato de desespero ou de nova incontinência megalômana. A questão é saber com quantas divisões aliadas o PT poderá contar nessa batalha. O arquigovernista PSD, de Gilberto Kassab, criou-se sob a premissa de que se instalou no Brasil o ciclo longo dos mandatos. Seria infrutífero, em todos os sentidos, bater-se contra governantes que buscam a reeleição. Orientação semelhante sobressai das movimentações do PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Aliado de Lula e Dilma no plano federal, Campos, neto de Miguel Arraes (1916-2005), proclamou independência do PT em algumas disputas municipais. O candidato de Eduardo Campos, Geraldo Julio, humilhou os petistas em Recife e levou a prefeitura no primeiro turno. O senador tucano Aécio Neves, neto de Tancredo (1910-1985), gostaria de agregar sobretudo o PSB de Campos ao seu movimento para tornar-se o candidato da oposição em 2014. A união seria um pesadelo para o petismo, pois fraturaria o Nordeste e Minas, colégios fundamentais para os dois triunfos de Lula e o de Dilma. Aliados em Belo Horizonte, Aécio e Campos derrotaram o PT na disputa local. Mas o senador tucano não tem muito mais a fazer nesse jogo além de esperar um eventual cisma na aliança situacionista. Já do governo Dilma se espera grande mobilização de recursos para manter o neto de Arraes na órbita do petismo. Esse esforço tem tudo para dar o tom político da segunda metade do mandato da presidente. (* Folha de S.Paulo) |
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Dilma entre dois netos
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