Reeleito, Renildo Calheiros terá que suar a camisa se quiser fazer um sucessor na cidade e prolongar a hegemonia dos comunistas

O início de um novo governo sempre gera expectativa na população, que costuma manter viva a esperança de melhorias para a cidade. Em Olinda, entretanto, o sentimento de continuidade predomina. Não apenas porque o atual prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) renovou seu mandato, como também pela permanência do mesmo grupo político no poder, com o PCdoB desde o ano 2001 no comando da cidade. De um lado, a alegria de quem está satisfeito com a gestão. Do outro, o sentimento de estagnação e desesperança que tomou grande parte dos olindenses, como indicam os altos índices de rejeição da administração e de votos brancos, nulos e abstenções (105.056 eleitores) na eleição de 2012. Um número que superou a própria votação de Renildo (102.295 votos). O prefeito terá que suar a camisa se quiser fazer um sucessor na cidade e prolongar a hegemonia dos comunistas.
O primeiro aspecto que Renildo garantiu mudar é a sua relação com os cidadãos, que pretende tornar mais direta. “Eu vou usar menos interlocução e fazer mais o contato direto com as pessoas, me expor mais às pessoas para ouvir delas as reclamações e as sugestões. Para isso, eu vou andar mais na cidade. Eu vou ficar menos na prefeitura e mais na rua”, afirmou, dias após a eleição. Isto se deve ao fato de que uma das críticas mais recebidas pelo prefeito diz respeito não à gestão em si, mas à sua fama de ser ausente na cidade, o que deu margem até mesmo a boatos de que ele não viveria em Olinda, mas sim em sua cidade natal, Murici, em Alagoas. Renildo atribuiu a crítica a uma falha sua por investir pouco em propaganda e em preferir administrar a cidade de dentro do seu gabinete, andando pouco pelas ruas.
Nos últimos momentos de 2012, às 13h desta segunda-feira, Renildo anunciou o organograma da Prefeitura para sua nova gestão, com os nomes do novo secretariado. O comunista reduziu o número de Secretarias municipais de 22 para 18. A maioria dos nomes já integravam a sua gestão. As novidades ficam por conta da Secretaria de Segurança Urbana, sob o comando de Ubiratan Castro Junior, na tendência do que pretnede Geraldo Julio (PSB) para o Recife e a Secretaria de Meio Ambiente, liderada pelo historiador e consultor do IBAMA Roberval Veras.
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