No Agreste pernambucano, o prefeito eleito de Altinho, José Aílson (PSD), fechou as portas da prefeitura, desde a última segunda-feira (7) para instaurar uma auditoria especial nas contas do Executivo municipal. Desde assumiu o posto, o pessedista revelou que não recebeu informações acerca da situação do município.
Ao contrário do que é preconizado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na cidade não houve transição política, segunda a atual gestão, por falta de permissão do gestor anterior, Sávio Omena (PSB). No governo anterior, Aílson ocupou a vice do socialista.
Numa primeira ação proposta pelo atual prefeito, foi identificada a queima de documentos da prefeitura, o não pagamento do salário referente ao mês de dezembro dos professores da rede municipal, além do 13º salário; uma dívida de R$ 4 milhões de restos a pagar; irregularidades com relação ao recolhimento do Instituto de Previdência dos Servidores de Altinho, no valor de R$ 400 mil; e retirada de móveis e computadores dos gabinetes.
Segundo o prefeito, o objetivo da auditoria é verificar irregularidades ainda não detectadas. Neste período, o atendimento ao público permanece suspenso.
“Temos que retribuir a confiança e devolver à sociedade a dignidade e transparência do serviço público. Contamos com a colaboração e compreensão de todos, pois o futuro se constrói no presente”, enfatiza Aílson Oliveira. Ainda não há previsão para o término da auditoria. De acordo com o prefeito em exercício, outras informações apenas poderão ser divulgadas com a finalização da mesma.
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